Credibilidade da audiência: vale a pena comprar seguidores?

Credibilidade da audiência: vale a pena comprar seguidores?

560 420 Squid - Plataforma de marketing de influência

“Aumente a credibilidade do seu perfil”, “amplie sua audiência”, “fique famoso”. Essas são chamadas que costumam aparecer quando a busca no Google é associada à compra de seguidores, prática essa que ficou muito comum nos últimos tempos à medida que os chamados influenciadores digitais ganharam robustez e holofotes na grande mídia.

Mas o que isso pode trazer de impacto para toda a cadeira do marketing de influência?

Em um primeiro momento, comprar seguidores ou curtidas pode parecer uma ótima ideia se você é um entusiasta da criação de conteúdo e tem a pretensão de viver disso profissionalmente. Afinal, com as constantes mudanças de algoritmos de redes sociais, criar um relacionamento duradouro com uma audiência engajada se torna um desafio diário – e, se você está começando agora nessa empreitada de influenciador, pode parecer um monstro imbatível que trava o seu crescimento na rede.

→ Lembre-se que um bom perfil é construído com conteúdos de qualidade e bastante empenho. Temos, inclusive, várias dicas espalhadas aqui pelo nosso blog que podem ajudar você. E saiba que sim, dá um baita trabalho conquistar seguidores, mas também é recompensador ver o retorno dessa evolução.

Do lado das marcas, também há uma confusão: número de seguidores pode parecer um aliado na hora de escolher o “melhor influenciador” para uma campanha (e aqui, um adendo importante: não existe um influenciador melhor ou pior, mas sim aquele que dá match na sua estratégia, que conversa com o seu público da melhor forma, e que faz esse relacionamento mais próximo por você, marca), mas ele perde relevância quando analisamos o engajamento de um determinado perfil. Ou seja, o que está por trás desses números é o que realmente importa.

Mas vamos começar pelo começo…

#Do início

O que significa comprar seguidores?

Comprar seguidores (ou curtidas/likes) nada mais é do que o próprio nome diz: adquirir seguidores em troca de um pagamento. A compra de seguidores pode acontecer em diversas situações, mas ela geralmente significa apenas uma coisa: ilusão. Não à toa chamamos essa métrica de “métrica de vaidade”, porque é exatamente o que ela representa – dá aquela “massageada no ego”, mostrando algo que brilha os olhos, mas é vazio.

Explicamos melhor: números chamam atenção, é verdade – especialmente se considerado que eles são a primeira coisa que aparece nos perfis de redes sociais. Eles são importantes? Sim, mas o engajamento (que é a relação entre comentários, curtidas e número de seguidores) é o que traz a credibilidade necessária para tornar o relacionamento entre todas as pontas de uma ação de marketing de influência saudável e sustentável no longo prazo.

Para influenciadores, comprar seguidores pode causar grandes dores de cabeça, como banimento da rede social – o chamado shadowban -, tendo de começar todo o trabalho desde o zero. Fora o maior prejuízo que é a perda de credibilidade, afinal ninguém vai querer fazer negócio quando o que você tem a oferecer não é real, não é mesmo?

→ Se você tem dúvidas sobre shadowban, explicamos com mais detalhes algumas das consequências que o Instagram pode aplicar de acordo com um comportamento não recomendado na rede.

Para marcas, a compra de seguidores e likes pode representar um investimento sem retorno. Afinal, paga-se por um engajamento que não existe, por um alcance irreal, por impressões sem sentido. Ou seja, podemos dizer que é o mesmo que pagar por vento. Nada bom, não é mesmo.

 

#No meio do caminho, tinha uma pedra…

Como funciona a mecânica disso tudo?

De modo geral, as ferramentas de compra de curtidas e seguidores funcionam por meio de hashtags. Enquanto algumas utilizam as famosas #like4like e #follow4follow (essas são algumas das mais populares usadas, mas existem diversas outras bem mais elaboradas e talvez não tão conhecidas, mas igualmente nocivas), tornando mais forte uma ação, outras prometem automatizar o perfil de um influenciador e fazê-lo crescer de forma “orgânica”.

Como toda mentira, é difícil sustentar um perfil que pratica blackhat (como é chamada essa prática). Existem muitos perfis que possuem uma quantidade enorme de seguidores e uma quantidade mínima de engajamento, deixando claro que há algum problema.

Por ser um método não orgânico de obter resultados, os próprios números acabam traindo quem o pratica. Exemplo: imagine que você, como influenciador, compra likes/seguidores. Isso significa que robôs estarão curtindo suas fotos ou fazendo um volume nulo.

O que isso significa na prática? Muitas curtidas, zero interação real, e um número de alcance e impressão que desconversam. E se você está começando é ainda pior: pense que você está falando para um exército de robôs – isso não te torna um influenciador de verdade, não é mesmo?

 

#A luz no fim do túnel

Números… e o que mais?

Como mencionamos anteriormente, o número de seguidores é apenas uma das diversas métricas que devem ser acompanhadas. Focar sua atenção apenas nisso pode gerar uma série de consequências, especialmente se você considera a compra de seguidores como uma estratégia real para o seu perfil.

Em resumo: para influenciadores, compra de likes e seguidores pode resultar em um perfil sem credibilidade e impedir que um trabalho com marcas aconteça, justamente porque a empresa que está pagando por uma campanha de marketing de influência confiará uma comunicação a um perfil que provavelmente não irá gerar resultados. Por parte das marcas, entender a importância de um perfil com credibilidade é essencial para que as campanhas sejam efetivas e alcancem o objetivo esperado.

 

#E agora?

Influenciadores x marcas

No fim das contas, a qualidade de um perfil – seja de influenciador ou marca – está intrinsecamente ligado a um nível de maturidade maior em relação ao marketing de influência. Algo que nós, como segmento, estamos conquistando por meio de erros e acertos.

Dito isso, deve-se buscar cada vez mais entender como essas relações se dão para que tais parcerias sejam não apenas promissoras, mas também agradáveis e com uma experiência positiva para todas as partes envolvidas.

Um dos objetivos da Squid é justamente educar o mercado de marketing de influência para que todas essas questões sejam muito bem compreendidas ao realizar um trabalho com influenciadores digitais.

Por exemplo: o alinhamento de expectativas e a definição prévia quanto aos conteúdos são pontos fundamentais para uma campanha de sucesso. É preciso compreender como utilizar a comunicação de nicho a seu favor. Comunicação essa que, diferentemente de uma comunicação ampla e pulverizadora, trabalhará de forma mais próxima e em rede.

Considerando o volume de informações pelo qual somos impactos diariamente, tendemos a consumir conteúdos mais específicos e voltados para os nossos interesses. Embora recomendemos que as estratégias englobem microinfluenciadores, ressaltamos também a importância de uma campanha bem criada, envolvendo diversos formatos e entendendo de forma clara quais são os objetivos e papéis de cada ação dentro do plano geral.

Só assim será possível ter os resultados traçados desde o início do projeto.